A soma de todos os anos

A nostalgia da vida relembrada em pensamentos repentinos
A infância que passa como passos em estradas imaginárias
Refletidas em meu corpo crescido com atos de homem
Lembradas com ternura do tempo de menino
Lembradas no primeiro beijo de uma boca inocente
Lembradas nos olhos da menina que morava na lua

Com a vida vão se os anos que com ele passeia
Com o tempo vai se meus dias namorando minhas alegrias
De mãos dadas rodopiando sobre lembranças felizes
Deixando apenas saudades dos pés descalços sobre o chão
Dos desejos inocentes, das meninas indecentes sobre o meu jardim
E da malicia adulta em forma de criança

Me vejo de mãos atadas pelas ruas como escravo
Preso pelo sistema da vida cotidiana privada
Das responsabilidades me dada pelo tempo que era amigo
Agora só me restam lembranças e lambanças aprontadas na infância
Relembradas á cada ano que passa com passos apressados
A cada vela que sopro por mais um aniversario

[Dyego Reis]

709035

Mais um ciclo que se encerra e um novo surge. Novos planos, velhos sonhos… e a vida segue, guardando otimas surpresas! Que venham todas elas. Vivendo-as com a intensidade que me é peculiar.

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Uma resposta to “A soma de todos os anos”

  1. O tempo e suas duas faces: quando somos criança, amigo; quando mais velhos; inimigo. Essa é uma característica bastante curiosa e que nos leva a pensar o peso das responsabilidades sobre nossa caminhada. A responsabilidade e o tempo são dois fatores que para um entrar em ação, o outro tem que servir de alicerce.
    ótima citação, caro Fernando.

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